domingo, 7 de agosto de 2011

Meu passeio especial para Embu das Artes

Fui pela primeira vez à Embu das Artes, tirei uma porção de fotos, o lugar é magnífico, encantador e inspirador.
A cada rua, muros, vielas ou calçadas percebi e pude sentir a arte.
Se eu pudesse ficaria lá, sem previsão nenhuma de retorno.
Esta árvore é feita com pedras caríssimas o tamanho menor dela era R$ 2.900,00, imagina esta que era enorme.

 Um cocar legítimo que fiz questão de registrar, porém pouco tempo depois eu vi 2 índios que por lá passavam,  fiquei de boca aberta, nunca tinha visto nenhum índio tão perto só pela televisão, adooooroooo!!!!

Escultura exposta no Centro Cultural Mestre Assis, fiquei perplexa com a expressão!!!!!


Este é o local de pessoas que mostram seus trabalhos artesanais, mas antes de tudo constroem uma história. 

Local pequeno, porém me senti em casa, senti meu sangue pulsar diante da arte contemporânea que pude contemplar!!


 A capela de São Lázaro é uma graça adorei!!!!

Até nos muros a arte flui!!!


Acho que todo esse clima, despertou em mim um saudosismo enorme que pensei no amor! Engraçado que a música a seguir eu ouvi no rádio do ônibus, durante o trajeto até o Embu, não sei porque acho que ela me despertou no instante em que tocava.




quarta-feira, 1 de junho de 2011

Atualmente estou assim.....

Vivo me cercando de tantas armaduras, que impossibilitam a minha locomoção!!!!!!

Ao mesmo tempo em que isto acontece sinto que dentro de mim abriga  tanto sentimento que parecem querer saltar de dentro do peito a qualquer momento, e então ouço melodias como esta e me certifico que estes sentimentos são a minha essência mais pura e verdadeira.

Canções como a da Paula Fernandes, emocionam a minha alma!!!!!






terça-feira, 31 de maio de 2011

OTÁVIO E AS LETRAS

RESUMO
“O filme é um inquietante raio X (não sei se é a palavra) diagnóstico (não sei se é a palavra), em francês seria talvez “constat” (auto de ocorrência) de uma cidade e sua população doentes do escrito, das letras e dos grafismos. Somos afogados por e nos afogamos no escrito, no gráfico, na representação. Sofremos profundamente desse mal. E o filme diz: assim vivemos hoje; não explica, não analisa, nos deixa a sós com nossa doença. É uma doença que vem de longe, que vem nos corroendo longamente e aos poucos.” (Jean Claude Bernadet). 
A história busca como centro das atenções a cidade de São Paulo, com seu incomensurável fluxo de informações verbais e visuais. Para contar o roteiro, há três personagens importantes que conduzem a esta viagem: Otávio, um solitário que coleta palavras e captura imagens por meio de suas intervenções com a caneta Bic; Artur, um taxista que conhece o corpo físico paulistano como ninguém e nas horas vagas, fotografa o vazio do centro histórico paulista; e Clara, que busca nas visualidades a estética e o conceito da superficialidade e artificialidade das coisas.

COMENTÁRIOS DO FILME: “OTÁVIO E AS LETRAS”

A visualidade paulistana: recortes físicos e recortes artísticos.

Recortes Físicos
 1)  O fato de Otávio estar nas escadarias do Teatro Municipal jogando xadrez com Artur, o recorte físico está no fato dos personagens estarem usufruindo de uma parte (escadarias) do todo que é o Teatro Municipal.
2)     As cenas em que mostram as principais ruas do centro de São Paulo, o minhocão, é outro exemplo de recorte físico da cidade.

Recortes Artísticos
 1)  A mão de Clara no espelho acompanhando a melodia do Tango foi um recorte artístico muito primoroso.
 2)     Outro recorte artístico interessante está no fato da freira estar colecionando e colando num álbum de figurinhas de seu time preferido, com uma estética e uma simetria perfeita.
  
 A Materialidade, Aparência e a Essência.
 Artur – Materialidade
O taxista transformou o interior do táxi num mapa de acesso, servindo como um guia das ruas de São Paulo.
Crítico e bastante conhecedor da cidade de São Paulo ao dizer para Clara  sua passageira que existem muito mais ruas com nomes de mulheres do que de homens, e muitas destas ruas possuem nomes de santas do que de santos.
Deixou ainda a disposição dos fregueses um portifólio contendo as fotos dos principais pontos da cidade de acordo com o seu olhar/visão de cidadão paulistano.

Clara – Aparência
Clara sentada no chão de sua sala  está rodeada por muitas figuras de mulheres que integraram os vários períodos da arte, e o olhar sagaz da fotógrafa, corre por essas imagens, buscando alguma similaridade ou procurando uma correlação entre elas.

Otávio – Essência
Algumas pessoas nascem com um olhar sensível da vida, e neste caso Otávio foi congratulado com imensa capacidade de observação do mundo.
Otávio numera seu apartamento com o número zero, e ao  ser questionado sobre este fato ele diz que: “Para mim nada termina no zero e sim começa com zero, porque este número representa o início”.
Outro exemplo de tanta sensibilidade é fato de gostar de ser cumprimentado com um assopro no rosto, pois assim ele capta a essência das pessoas.

A bomba de efeito moral: o que modifica o modo de enxergar das pessoas.
Em algumas pessoas não surti efeito nenhum por estarem dominadas pela mesmice de seu cotidiano como no caso do funcionário do cemitério.
Porém ao contrário desta realidade, Clara compreendeu e até mesmo elogiou a bomba de efeito moral, pois ela era uma pessoa sensível e extremamente acessível.
Acredito que esta bomba de efeito moral, pudesse ser colocada em Brasília, de preferência nas principais mesas da Esplanada dos Ministérios!

O que é São Paulo?
 Esta imensa metrópole é margeada por extremos contrastes contendo ruas e avenidas próximas da região central são completamente urbanizadas, enquanto que lugares como Parelheiros nos remete a lugares bucólicos, porém pertencentes à mesma cidade.
Locais como a Avenida Paulista, Oscar Freire, onde cheiros, cores, sofisticação e luxo persistem e que diferem da realidade das periferias desta imensa “Selva de Pedra”.

A imagem é construída pelo Olhar ou o Olhar é construído por ela, a imagem?
 Acredito que as duas coisas acontecem ao mesmo tempo, as imagens sempre existiram e sempre irão existir, mas o nosso olhar constrói sim algo mais simétrico, mais estético, principalmente a partir de grande observação e apreciação de algo que nos chama atenção.


domingo, 8 de maio de 2011

A OFICINA

É mágico perceber que na véspera do dia das mães, o grupo de trabalho da faculdade, foi presenteado com a presença de pessoas maravilhosas em nossas vidas.
Pessoas que não conhecíamos e que tivemos a grande oportunidade de conhecer.
Verificamos o brilho no olho de cada um, seu empenho em desempenhar a atividade proposta, seus sorrisos de satisfação por estarem realizando algo produzidos por eles e acarretou um significado bastante positivo a todos.
Esta atividade proposta foi realizada na Escola Júlio Ribeiro, especificamente no sábado dia 07/05 e tinha o objetivo de utilizar-se do lacre metálico encontrado nas latas de leite em pó, ou achocolatados, e assim trabalhar o alto relevo neste material (lacre metálico), que posteriormente foi colado numa caixa de MDF.
 A questão do reaproveitamento de material, e da possibilidade das pessoas estarem utilizando esta técnica em outros materiais e até reverterem isso para uma possível fonte de renda, é algo que nos estimulou bastante.Abaixo serão postadas as fotos das pessoas com suas respectivas caixas, mostrando seus trabalhos.
Agradecimentos a todos os participantes, a coordenadora do Programa Escola da Família Dalvina, e a todos os meus colegas de grupo que com muito carinho, atuaram de maneira explêndida para a realização de nosso objetivo.
Trabalhar com amor, carinho e respeito ao próximo e as suas individualidades, é algo que não tem preço!!!




























quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ensaio para TCC

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO UNIRADIAL SÃO PAULO

DISCIPLINA: ESCOLA E O DIÁLOGO CONTEMPORÂNEO COM A ARTE
PROFESSORA: PAULA HANA

TEMA: RESGATE DA MEMÓRIA ARTÍSTICA DA        EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA


POR: RAQUEL CELESTINO LEITE


RESGATE DA MEMÓRIA ARTÍSTICA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA


PALAVRAS CHAVES: ARTE, EJA, MEMÓRIA, RESGATE.


“Professora, eu não sei desenhar!”
“Faz tanto tempo que parei de estudar, e quando eu estava na escola, mal sabia desenhar uma casinha!”

Estas são as defesas clássicas dos alunos que voltaram a estudar, após anos distanciados da escola.
Distância esta que pode ser traduzida em diversos fatores, a saber: trabalho, evasão escolar, baixo nível de concentração, falta de estímulo, entre tantos outros.
E neste caso, a disciplina de arte configura um entrave extremamente complexo para este aluno, reintegrado a vida escolar.
Porém em seu relato de experiência para o site Arte na Escola, o professor de arte Fernando Santos de Aquino afirma que o conhecimento adquirido no cotidiano profissional e vivencial dos alunos do EJA foi o motivo que as fizeram retornar à escola.
Entretanto ao iniciarem as aulas de arte, a timidez é clara acarretando muitas resistências que precisam ser dissolvidas pela prática pedagógica eficaz e eficiente.
O ensino de artes para o EJA, precisa iniciar com uma coleta de dados para saber quem são estes alunos? De onde vem? Quais as últimas experiências com arte? O que ele(a) faz? O que pensam sobre arte? O que pretendem?
Questionamentos extremamente necessários para o arte-educador, saber qual o tipo de clientela que está trabalhando, quais estratégias poderá usar, e principalmente tentar resgatar nestes alunos a sua memória artística.
Sem o diálogo entre o trabalhador e o conteúdo real da aprendizagem, sem o diálogo entre a prática profissional e a prática escolar, não haverá possibilidade de que o conhecimento adquirido através do cotidiano profissional seja reelaborado a partir da prática escolar. Sem esse diálogo, dificilmente se conseguirá que o trabalhador conheça os meios de superação de sua condição social e os limites e possibilidades que lhe são impostos pela sociedade mais ampla. (CARVALHO, 2000, p.15)

Para Bertold Brecht: “Da mesma forma como é verdade que em todo homem existe um artista, que o homem é o mais artista entre todos os animais”.Desde os primórdios o homem sentiu necessidade de expressar, pois as inscrições nas cavernas de Lascaux, constituem as primeiras manifestações artísticas realizadas pelo homem.
O processo criador, segundo Vygotsky, ao interpor realidade, imaginação, emoção e cognição, envolve reconstrução, reelaboração, redescoberta. Nesse sentido, é sempre um processo singular no qual o sujeito deixa suas marcas revelando seus encaminhamentos, ordenamentos e formas próprias de se relacionar com os materiais, com o espaço, com as linguagens e com a vida.
Em recente pesquisa realizada em Chicago, pela “Arts Education Partnership – Critical Links” mostra que o ensino de qualidade nas artes estimula e dá lastro ao aprendizado de outras matérias, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade social. 
Portanto a educação no EJA precisa seguir a seguinte frase de Paulo Freire: “Escola é o lugar onde se fazem amigos. Escola é, sobretudo, gente, que trabalha, que se alegra, se conhece, se estima.”


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Webgrafia:

acesso em abr/27/11

PDF Proposta Curricular  de Patos de Minas – Secretaria Municipal de Educação.
acesso em abr/27/11

acesso em abr/26/11










quarta-feira, 20 de abril de 2011

Minha dupla favorita

Acredito que algumas poucas pessoas nasceram para brilhar e estes 2 cantores, tem a sorte ao seu lado, porque ao invés de cantar eles encantam.


 






Vitor e Léo além de serem a dupla revelação desta época, encantam com seu carisma, simplicidade, humildade e ainda foram presenteados com a beleza, isto sim é música!!!!!!




Minha tela

Eis a tela que barrocamente dizendo arregalou meus olhos ao Mundo da Arte, quando entrei pela primeira vez na Pinacoteca do Estado, e fui lindamente apresentada a ela.


Não consigo expressar em palavras o que sinto ao recordar-me deste mágico encontro com esta maravilhosa obra de Almeida Júnior.

Obrigada Mestre por este valioso presente!!!!!!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Produções de Alunos

Estas são algumas das produções dos alunos da Escola onde a Mirian trabalha, é fantástico ver o que estas crianças produzem no contexto da arte contemporânea.


 Máscaras feitas pelos alunos do 5º ano a partir de fotos modificadas no computador como parte do eixo temático deste ano que é identidade.



                                                                            Outras máscaras



É o ensino de artes modificando vidas e ampliando novos horizontes!!!!!



Refletindo sobre Arte Contemporânea

Reflexão crítica sobre: ESCOLA CONTEMPORÂNEA X ENSINO DE ARTE CONTEMPORÂNEA X CURRÍCULO DE ARTE CONTEMPORÂNEA, tendo como base o ensino de arte na Escola Pública e na Escola Privada.




Alunos Participantes:
Miriam Sílvia Kind: RA: 2009.0153306-1
Raquel Celestino Leite: RA:2009.0153793-7

Arte Contemporânea na escola particular por: Miriam Sílvia Kind


Trabalho em uma escola privada que se situa na zona sul de São Paulo, mais especificamente na Vila Olímpia e gostaria de relatar o trabalho em artes que é feito na escola. A escola Viva nasceu como atelier de arte e expressão na década de 70, e posteriormente, tornou-se escola de ensino fundamental.

Há um currículo de artes geral que abarca do 2º ao 5º ano e objetivos e propostas específicas para cada ano. Algo que acho muito interessante que pude aprender quando entrei para esta escola tem a ver coma relação de artes e o currículo de outras áreas. Elas são muito interligadas. Isto me fez lembrar os Rizomas – territórios da arte que estudamos nas aulas da Camila.

Abaixo transponho uma parte da área de artes.

A área de Artes Visuais tem como proposta oferecer ao aluno condições para que possa compreender e avaliar as diversas manifestações de caráter visual das diferentes épocas e culturas, mobilizando processos voltados ao conhecimento de si mesmo e do mundo e a obtenção de habilidades, técnicas e procedimentos artísticos para que expresse seus sentimentos e ideias por meio da arte.

São três os aspectos principais a serem trabalhados:

• A pesquisa, o estudo teórico e a reflexão possibilitam novas leituras das manifestações artísticas apresentadas;

• A passagem pelas questões da autoria, confrontando artistas em estudo com autores anteriores, posteriores ou mesmo contemporâneos, enriquece de forma dinâmica o “acervo” interior de cada aluno;

• O fazer artístico propriamente dito, em que a matéria, em compromisso com a idéia, conduz os alunos à realização de um produto próprio, buscando em si mesmo suas respostas e soluções. Neste momento os elementos da linguagem artística valem ao mesmo tempo como recurso e conteúdo a ser apreendido – linha, cor volume, plano, peso visual, equilíbrio e movimento.

Já no 3º ano, são utilizados diferentes recursos expressivos para trabalhar questões ligadas à água, que é o tema central do eixo temático da série. A partir de pesquisa, os alunos fazem relações com seus trabalhos pessoais, ampliando conhecimentos como experimentações da água no Atelier e, paralelamente, da água na arte. Com essa oportunidade de vivenciar, pesquisar e experimentar, os alunos começam a pensar em questões mais específicas da Arte relacionadas com o mundo de hoje e aproximam a Arte de outras linguagens, fazendo assim relações com a Ciência, a Ecologia, a Arquitetura... Essas discussões ampliam a consciência do conceito de espaço. Abordamos os indicadores da urbanização, como as mudanças no tempo, a organização da cidade, os projetos de ocupação do espaço e as interferências estéticas no ambiente, como a grafitagem.

Além do programa curricular previsto para as aulas semanais de Artes Visuais, no decorrer do ano, os alunos têm a oportunidade de vivenciar a experiência do Atelier. Cada aluno elabora um projeto individual, na linguagem de sua escolha, realizando um produto próprio, muitas vezes integrando diversas técnicas.




























Refletindo sobre arte contemporânea


Reflexão crítica sobre: ESCOLA CONTEMPORÂNEA X ENSINO DE ARTE CONTEMPORÂNEA X CURRÍCULO DE ARTE CONTEMPORÂNEA, tendo como base o ensino de arte na Escola Pública e na Escola Privada.

Alunos Participantes:  
Miriam Sílvia Kind:  RA: 2009.0153306-1
Raquel Celestino Leite:  RA:2009.0153793-7


Arte Contemporânea na escola pública por: Raquel Celestino Leite


Conforme Millet (1997), Artistas contemporâneos podem trabalhar com variados veículos expressivos, da pintura às instalações, do desenho à fotografia, podendo discutir em seus trabalhos questões existenciais, sociais, políticas, ou absolutamente as relações formais e estruturais das suas pesquisas poéticas e suas formas de inserção no circuito; ou mais longe, podem apresentar trabalhos herméticos de conteúdos nenhum pouco óbvio.

A educação contemporânea surge para inovar, quebrar barreiras, porém de acordo com a Proposta Curricular do Estado de São Paulo (pág. 9), afirma que nossa sociedade é produto do avanço tecnológico, entretanto este avanço gera tanto a exclusão pela falta de acesso a bens materiais quanto a exclusão pela falta de acesso ao conhecimento e aos bens culturais.
Um importante exemplo a seguir afirma o parágrafo acima:
Numa escola pública, localizada no município de São Lourenço do Sul – RS, em sua zona urbana, as professoras relatam sobre a dificuldade de trabalhar arte contemporânea em uma cidade sem museus e espaços culturais próprios, e sobre a dificuldade de acesso a materiais didáticos e fontes bibliográficas específicas.
É sabido que nos grandes centros urbanos o acesso à arte contemporânea é significativamente maior em relação a outras cidades distantes das metrópoles, acarretando um maior número de artistas e espaços adequados para arte.
            Porém estes docentes de São Loureço do Sul, apesar das dificuldades enfrentadas, levam para a sala de aula, nomes e propostas de artistas contemporâneos encontrados na mídia.
            E principalmente artistas que participaram da Bienal do Mercosul (grande exposição internacional realizada a cada dois anos, focando a Arte Latino-americana, na cidade de Porto Alegre-RS), ao passo que também abordavam conteúdos curriculares.
Outro fato que me chama atenção para o ensino de arte está nos PCN´s (pág. 4) quando um dos itens de seus objetivos gerais assegura que:
            O aluno deve posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.
            O relato a seguir reforça o que diz a legislação e serve de estímulo para o futuro docente.
            Na escola em que trabalho certo dia me solicitaram ficar uns instantes numa sala em que a professora precisou resolver algo na direção, e foi então que percebi que a sala começara a se dispersar, então olhei para a parede e verifiquei que ali estava afixada algumas regras de como o aluno deve portar-se dentro do ambiente escolar.
Iniciei a leitura de algumas das regras para as crianças e feito a leitura de 3 regras, propus para a sala que baseadas naquelas regras, eles(as) produzissem um desenho que representassem o que eu havia acabado de ler.
Dentre as regras lidas uma dizia que:
“O aluno deve tratar a todos com respeito e atenção”.
Foi então que um dos alunos me perguntou se poderia desenhar o Batman.
E eu perguntei por que ele queria desenhar o batman?
Então ele respondeu que o batman além de proteger as pessoas, ele  trata  a todos com atenção e respeito. Por minutos fiquei paralisada com aquela resposta, entretanto permiti que o aluno desenhasse o batman, porque além de ouvir as regras, esta criança, viu, fez e ainda contextualizou de uma forma extremamente convincente, e mesmo inconscientemente ele utilizou da Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa.
Neste caso o aluno além de extrema criatividade pode posicionar-se de maneira crítica, expondo sua idéia de maneira construtiva para a proposta apresentada.
Outro fato que acredito ser de extrema importância dentro do ambiente escolar e principalmente ser a base para o desenvolvimento do aluno, é a gestão democrática, ou seja dentro do ambiente escolar todos podem e devem opinar.
De acordo com a Proposta Curricular de Arte (pág. 9), esta afirma ser um conjunto de documentos dirigidos aos professores, mas também integra a Proposta Curricular um segundo caderno com as orientações para Gestão do Currículo.
Este segundo caderno propõe que a aprendizagem resulte também da coordenação de ações entre as disciplinas, do estímulo à vida cultural da escola e do fortalecimento de suas relações com a comunidade.
A partir das últimas palavras desta frase “fortalecimento de suas relações com a comunidade”, fotos e um breve relato serão expostos, assegurando que a escola pública não tem somente problemas, mas também dá exemplo de que quando o educador se “doa” tudo flui de maneira absolutamente positiva e diferente, e nisto eu realmente me inspiro!!!!
 Neste dia pude conferir o que é esforço, boa vontade, amor à profissão e principalmente o exercício da gestão democrática da escola.
Citando novamente a escola onde trabalho fui chamada pela professora de Artes para auxiliá-la em sua aula, pois ela está com um problema em uma das mãos e foi então que ao chegar na sala eu vi o que acabara de acontecer.
A sala de aula havia se transformado num ateliê infantil!
Os alunos haviam forrado as mesas com jornal, e formado grupos de 4 alunos, e em cima das mesas fora colocado pincéis e tintas que a escola cedeu para os alunos que não compraram os materiais.
Vale ressaltar que a escola comprou uma quantidade grande de telas que também foram cedidas aos alunos.
E além de tudo isso, outro fato chamou muito a minha atenção, pois é necessário que num ateliê de artes tenha uma pia, e como estávamos em sala de aula, este recurso era impossível e então esta brilhante educadora, colocou um balde  para as crianças jogarem a água suja  num canto da sala e outro balde no fundo da sala com água limpa,  para os alunos limparem seus pincéis, e o mais incrível de tudo é que a sala ao fim desta aula não ficou desorganizada, pois a didática usada pela professora, fez com que os discentes colaborassem na manutenção da limpeza e organização do ambiente.
Percebi então ser este meu caminho, superar os desafios e partir para o que eu entendo como “Exercer minha profissão com a alma!”.
Então a proposta para as crianças era a de que: reproduzirem numa tela o tema proposto pela professora de Artes a saber:
“A ÉTICA DO COEXISTIR”
De início eu não entendi muito bem a proposta, mais com a explicação da professora tudo ficou claro.
Ela me falou da importância de ser ético, dos benefícios que ela traz para o “outro” e pelo exercício da cidadania exercido por toda a sociedade.
Após a explicação ela me disse que já havia ensaiado com os alunos uma cena de teatro sobre o tema, e só então eles passariam esta experiência para a tela.
E foi o que vi ao chegar na sala de aula, todos os alunos trabalhando e animados com a proposta, as fotos das telas abaixo reiteram meu relato, infelizmente não pude tirar fotos das turmas produzindo, pois teria que obter autorização dos pais mais acredito muito que a visualidade das telas falem por si só.

A tela 1 mostra a importância de várias raças juntas, expressando a união de sentimentos por isso as mãos estão unidas ao coração.

A tela 2  mostra nitidamente o ambiente em que o aluno acredita ser o “coexistir”, ou seja a união entre seus vizinhos, e as cores representam a peculiaridade de cada um, ressaltadas com cores vivas.

       A terceira e última tela, mostra 3 pessoas cada uma segurando uma plaquinha com o nome de um líder religioso, dentre eles estão: Jesus, Maomé, etc., e ao fundo um sol sob uma nuvem azul, e juntamente a toda a essa cena o símbolo do equilíbrio.
Equilíbrio este originário do respeito entre as pessoas de diferentes crenças, de diferentes classes, enfim de formas variadas de viver.
O produto final deste trabalho será uma exposição que poderá ser vista pelos, pais, alunos, funcionários e pela gestão da escola.
Os gestores da escola além de estimular esta proposta, incentivou e acreditou no trabalho que está sendo desenvolvido por esta professora, e ao fim todos ganharão com isso.
Concluo que:
Acredito na arte contemporânea servindo como uma ferramenta transformadora da mente, alma e principalmente do coração humano.

 Fontes de pesquisa:
PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SÃO PAULO EM ARTE
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE ARTE
As imagens exibidas  foram tiradas em 18/04/11 no local de trabalho de uma das alunas,  sobre o tema: “A ÉTICA DO COEXISTIR”.

Obs: A reflexão sobre arte contemporânea na escola privada será postada logo adiante.




Parte de mim

Como disse adoro uma boa música e esta para mim é uma das mais belas melodias que já ouvi, o nome da cantora é Vanessa Carlton, adooooooooooooooooro!!!!!! 






segunda-feira, 18 de abril de 2011

Minha capa de estágio

Agora  será postado somente a imagem de minha capa de estágio.



PRIMEIRAS PALAVRAS

Se “arte para mim é D.N.A!”, precisei refletir bastante para trazer visualidade a  esta frase.
Foi então que após a explicação de uma colega de classe sobre seu trabalho, me veio a idéia de desenhar num color set preto, vários D.N.A’s, entrelaçados.
Eles estão entrelaçados fazendo referência aos rizomas, que se enveredam por vários territórios da arte.
Alguns D.N.A’s estão soltos ao invés de entrelaçados, pois estes já ganharam sua independência dos demais e conseguem transformar-se em algo novo como no caso dos temas transversais.
E o branco nada mais é do que a paz, enfim a libertação que também acredito que a arte proporcione.
Concluo então que:
Esta produção será a capa do meu estágio deste semestre e também que:
"Entendo a arte como a vida, e os desenhos dos D.N.A’s exemplificam bem isso, porém o uso do color set preto, significa a minha dificuldade inicial em produzir algo artístico sobre minha filosofia de arte."

 A IMAGEM:





Minha apresentação

Sou uma sagitariana de 39 anos e extremamente  barroca como fui intitulada na graduação de Artes.
Sou uma pessoa extrovertida, alegre, adoro uma boa música, sapatos é um veneno para mim pois eu os venero, adoro perfumes, cremes,  roupas formais e também as casuais, porém sempre bem coloridas, não saio sem meus brincos, aprecio uma comida bem feita, adoro viagens mesmo que estas só aconteçam nas  férias de janeiro.
Fiz faculdade de Administração, porém não exerço, atualmente sou funcionária pública numa escola do estado e estou no último ano  de Artes Visuais.

Tenho como meus pontos fortes:
O amor a Deus, a família, aos amigos (são poucos), dedicação ao próximo, solidariedade, tenho muita determinação e garra para alcançar meus objetivos, companheira, sincera, amorosa e autêntica  (detesto máscaras).

Porém meus pontos fracos são:
Teimosa, Rancorosa, Impontual, Personalidade forte, o desprezo é uma das armas que mais uso para me proteger, e infelizmente sei ferir alguém quando este me ataca. 

De volta ao mundo das Artes, tenho como filosofia de vida a seguinte frase: “Arte para mim é D.N.A”
Acredito na arte não só como um meio de ganhar dinheiro, mas como uma forma de libertação da alma, e de verdade algumas doenças curam através desta liberdade.
Acredito na arte como uma forma de alívio, de bem estar e de desenvolvimento humano.
Desenvolvimento este que fica assegurado pelos PCN´S, LDB, ECA, enfim a legislação pertinente a área de ARTES.
Aprecio vários artistas, mais um em especial fez meu olho brilhar que é o brasileiro: Almeida Júnior e sua obra que mais me encanta é a tela Saudade.
Esta tela me faz lembrar da senhora:
MARTHA MARIA CELESTINO LEITE, minha mãe, amiga, companheira, irmã, ou seja a pessoa que sempre me levou pelo caminho do bem e que foi um ser humano que irei ter sempre como exemplo em minha vida, falecida no ano de 1999. E o vídeo a seguir é em sua homenagem!!!!!

 “AMO VOCÊ MÃEZINHA ESTEJA ONDE ESTIVER”