quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ensaio para TCC

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO UNIRADIAL SÃO PAULO

DISCIPLINA: ESCOLA E O DIÁLOGO CONTEMPORÂNEO COM A ARTE
PROFESSORA: PAULA HANA

TEMA: RESGATE DA MEMÓRIA ARTÍSTICA DA        EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA


POR: RAQUEL CELESTINO LEITE


RESGATE DA MEMÓRIA ARTÍSTICA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA


PALAVRAS CHAVES: ARTE, EJA, MEMÓRIA, RESGATE.


“Professora, eu não sei desenhar!”
“Faz tanto tempo que parei de estudar, e quando eu estava na escola, mal sabia desenhar uma casinha!”

Estas são as defesas clássicas dos alunos que voltaram a estudar, após anos distanciados da escola.
Distância esta que pode ser traduzida em diversos fatores, a saber: trabalho, evasão escolar, baixo nível de concentração, falta de estímulo, entre tantos outros.
E neste caso, a disciplina de arte configura um entrave extremamente complexo para este aluno, reintegrado a vida escolar.
Porém em seu relato de experiência para o site Arte na Escola, o professor de arte Fernando Santos de Aquino afirma que o conhecimento adquirido no cotidiano profissional e vivencial dos alunos do EJA foi o motivo que as fizeram retornar à escola.
Entretanto ao iniciarem as aulas de arte, a timidez é clara acarretando muitas resistências que precisam ser dissolvidas pela prática pedagógica eficaz e eficiente.
O ensino de artes para o EJA, precisa iniciar com uma coleta de dados para saber quem são estes alunos? De onde vem? Quais as últimas experiências com arte? O que ele(a) faz? O que pensam sobre arte? O que pretendem?
Questionamentos extremamente necessários para o arte-educador, saber qual o tipo de clientela que está trabalhando, quais estratégias poderá usar, e principalmente tentar resgatar nestes alunos a sua memória artística.
Sem o diálogo entre o trabalhador e o conteúdo real da aprendizagem, sem o diálogo entre a prática profissional e a prática escolar, não haverá possibilidade de que o conhecimento adquirido através do cotidiano profissional seja reelaborado a partir da prática escolar. Sem esse diálogo, dificilmente se conseguirá que o trabalhador conheça os meios de superação de sua condição social e os limites e possibilidades que lhe são impostos pela sociedade mais ampla. (CARVALHO, 2000, p.15)

Para Bertold Brecht: “Da mesma forma como é verdade que em todo homem existe um artista, que o homem é o mais artista entre todos os animais”.Desde os primórdios o homem sentiu necessidade de expressar, pois as inscrições nas cavernas de Lascaux, constituem as primeiras manifestações artísticas realizadas pelo homem.
O processo criador, segundo Vygotsky, ao interpor realidade, imaginação, emoção e cognição, envolve reconstrução, reelaboração, redescoberta. Nesse sentido, é sempre um processo singular no qual o sujeito deixa suas marcas revelando seus encaminhamentos, ordenamentos e formas próprias de se relacionar com os materiais, com o espaço, com as linguagens e com a vida.
Em recente pesquisa realizada em Chicago, pela “Arts Education Partnership – Critical Links” mostra que o ensino de qualidade nas artes estimula e dá lastro ao aprendizado de outras matérias, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade social. 
Portanto a educação no EJA precisa seguir a seguinte frase de Paulo Freire: “Escola é o lugar onde se fazem amigos. Escola é, sobretudo, gente, que trabalha, que se alegra, se conhece, se estima.”


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Webgrafia:

acesso em abr/27/11

PDF Proposta Curricular  de Patos de Minas – Secretaria Municipal de Educação.
acesso em abr/27/11

acesso em abr/26/11










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