terça-feira, 31 de maio de 2011

OTÁVIO E AS LETRAS

RESUMO
“O filme é um inquietante raio X (não sei se é a palavra) diagnóstico (não sei se é a palavra), em francês seria talvez “constat” (auto de ocorrência) de uma cidade e sua população doentes do escrito, das letras e dos grafismos. Somos afogados por e nos afogamos no escrito, no gráfico, na representação. Sofremos profundamente desse mal. E o filme diz: assim vivemos hoje; não explica, não analisa, nos deixa a sós com nossa doença. É uma doença que vem de longe, que vem nos corroendo longamente e aos poucos.” (Jean Claude Bernadet). 
A história busca como centro das atenções a cidade de São Paulo, com seu incomensurável fluxo de informações verbais e visuais. Para contar o roteiro, há três personagens importantes que conduzem a esta viagem: Otávio, um solitário que coleta palavras e captura imagens por meio de suas intervenções com a caneta Bic; Artur, um taxista que conhece o corpo físico paulistano como ninguém e nas horas vagas, fotografa o vazio do centro histórico paulista; e Clara, que busca nas visualidades a estética e o conceito da superficialidade e artificialidade das coisas.

COMENTÁRIOS DO FILME: “OTÁVIO E AS LETRAS”

A visualidade paulistana: recortes físicos e recortes artísticos.

Recortes Físicos
 1)  O fato de Otávio estar nas escadarias do Teatro Municipal jogando xadrez com Artur, o recorte físico está no fato dos personagens estarem usufruindo de uma parte (escadarias) do todo que é o Teatro Municipal.
2)     As cenas em que mostram as principais ruas do centro de São Paulo, o minhocão, é outro exemplo de recorte físico da cidade.

Recortes Artísticos
 1)  A mão de Clara no espelho acompanhando a melodia do Tango foi um recorte artístico muito primoroso.
 2)     Outro recorte artístico interessante está no fato da freira estar colecionando e colando num álbum de figurinhas de seu time preferido, com uma estética e uma simetria perfeita.
  
 A Materialidade, Aparência e a Essência.
 Artur – Materialidade
O taxista transformou o interior do táxi num mapa de acesso, servindo como um guia das ruas de São Paulo.
Crítico e bastante conhecedor da cidade de São Paulo ao dizer para Clara  sua passageira que existem muito mais ruas com nomes de mulheres do que de homens, e muitas destas ruas possuem nomes de santas do que de santos.
Deixou ainda a disposição dos fregueses um portifólio contendo as fotos dos principais pontos da cidade de acordo com o seu olhar/visão de cidadão paulistano.

Clara – Aparência
Clara sentada no chão de sua sala  está rodeada por muitas figuras de mulheres que integraram os vários períodos da arte, e o olhar sagaz da fotógrafa, corre por essas imagens, buscando alguma similaridade ou procurando uma correlação entre elas.

Otávio – Essência
Algumas pessoas nascem com um olhar sensível da vida, e neste caso Otávio foi congratulado com imensa capacidade de observação do mundo.
Otávio numera seu apartamento com o número zero, e ao  ser questionado sobre este fato ele diz que: “Para mim nada termina no zero e sim começa com zero, porque este número representa o início”.
Outro exemplo de tanta sensibilidade é fato de gostar de ser cumprimentado com um assopro no rosto, pois assim ele capta a essência das pessoas.

A bomba de efeito moral: o que modifica o modo de enxergar das pessoas.
Em algumas pessoas não surti efeito nenhum por estarem dominadas pela mesmice de seu cotidiano como no caso do funcionário do cemitério.
Porém ao contrário desta realidade, Clara compreendeu e até mesmo elogiou a bomba de efeito moral, pois ela era uma pessoa sensível e extremamente acessível.
Acredito que esta bomba de efeito moral, pudesse ser colocada em Brasília, de preferência nas principais mesas da Esplanada dos Ministérios!

O que é São Paulo?
 Esta imensa metrópole é margeada por extremos contrastes contendo ruas e avenidas próximas da região central são completamente urbanizadas, enquanto que lugares como Parelheiros nos remete a lugares bucólicos, porém pertencentes à mesma cidade.
Locais como a Avenida Paulista, Oscar Freire, onde cheiros, cores, sofisticação e luxo persistem e que diferem da realidade das periferias desta imensa “Selva de Pedra”.

A imagem é construída pelo Olhar ou o Olhar é construído por ela, a imagem?
 Acredito que as duas coisas acontecem ao mesmo tempo, as imagens sempre existiram e sempre irão existir, mas o nosso olhar constrói sim algo mais simétrico, mais estético, principalmente a partir de grande observação e apreciação de algo que nos chama atenção.


domingo, 8 de maio de 2011

A OFICINA

É mágico perceber que na véspera do dia das mães, o grupo de trabalho da faculdade, foi presenteado com a presença de pessoas maravilhosas em nossas vidas.
Pessoas que não conhecíamos e que tivemos a grande oportunidade de conhecer.
Verificamos o brilho no olho de cada um, seu empenho em desempenhar a atividade proposta, seus sorrisos de satisfação por estarem realizando algo produzidos por eles e acarretou um significado bastante positivo a todos.
Esta atividade proposta foi realizada na Escola Júlio Ribeiro, especificamente no sábado dia 07/05 e tinha o objetivo de utilizar-se do lacre metálico encontrado nas latas de leite em pó, ou achocolatados, e assim trabalhar o alto relevo neste material (lacre metálico), que posteriormente foi colado numa caixa de MDF.
 A questão do reaproveitamento de material, e da possibilidade das pessoas estarem utilizando esta técnica em outros materiais e até reverterem isso para uma possível fonte de renda, é algo que nos estimulou bastante.Abaixo serão postadas as fotos das pessoas com suas respectivas caixas, mostrando seus trabalhos.
Agradecimentos a todos os participantes, a coordenadora do Programa Escola da Família Dalvina, e a todos os meus colegas de grupo que com muito carinho, atuaram de maneira explêndida para a realização de nosso objetivo.
Trabalhar com amor, carinho e respeito ao próximo e as suas individualidades, é algo que não tem preço!!!




























quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ensaio para TCC

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO UNIRADIAL SÃO PAULO

DISCIPLINA: ESCOLA E O DIÁLOGO CONTEMPORÂNEO COM A ARTE
PROFESSORA: PAULA HANA

TEMA: RESGATE DA MEMÓRIA ARTÍSTICA DA        EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA


POR: RAQUEL CELESTINO LEITE


RESGATE DA MEMÓRIA ARTÍSTICA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA


PALAVRAS CHAVES: ARTE, EJA, MEMÓRIA, RESGATE.


“Professora, eu não sei desenhar!”
“Faz tanto tempo que parei de estudar, e quando eu estava na escola, mal sabia desenhar uma casinha!”

Estas são as defesas clássicas dos alunos que voltaram a estudar, após anos distanciados da escola.
Distância esta que pode ser traduzida em diversos fatores, a saber: trabalho, evasão escolar, baixo nível de concentração, falta de estímulo, entre tantos outros.
E neste caso, a disciplina de arte configura um entrave extremamente complexo para este aluno, reintegrado a vida escolar.
Porém em seu relato de experiência para o site Arte na Escola, o professor de arte Fernando Santos de Aquino afirma que o conhecimento adquirido no cotidiano profissional e vivencial dos alunos do EJA foi o motivo que as fizeram retornar à escola.
Entretanto ao iniciarem as aulas de arte, a timidez é clara acarretando muitas resistências que precisam ser dissolvidas pela prática pedagógica eficaz e eficiente.
O ensino de artes para o EJA, precisa iniciar com uma coleta de dados para saber quem são estes alunos? De onde vem? Quais as últimas experiências com arte? O que ele(a) faz? O que pensam sobre arte? O que pretendem?
Questionamentos extremamente necessários para o arte-educador, saber qual o tipo de clientela que está trabalhando, quais estratégias poderá usar, e principalmente tentar resgatar nestes alunos a sua memória artística.
Sem o diálogo entre o trabalhador e o conteúdo real da aprendizagem, sem o diálogo entre a prática profissional e a prática escolar, não haverá possibilidade de que o conhecimento adquirido através do cotidiano profissional seja reelaborado a partir da prática escolar. Sem esse diálogo, dificilmente se conseguirá que o trabalhador conheça os meios de superação de sua condição social e os limites e possibilidades que lhe são impostos pela sociedade mais ampla. (CARVALHO, 2000, p.15)

Para Bertold Brecht: “Da mesma forma como é verdade que em todo homem existe um artista, que o homem é o mais artista entre todos os animais”.Desde os primórdios o homem sentiu necessidade de expressar, pois as inscrições nas cavernas de Lascaux, constituem as primeiras manifestações artísticas realizadas pelo homem.
O processo criador, segundo Vygotsky, ao interpor realidade, imaginação, emoção e cognição, envolve reconstrução, reelaboração, redescoberta. Nesse sentido, é sempre um processo singular no qual o sujeito deixa suas marcas revelando seus encaminhamentos, ordenamentos e formas próprias de se relacionar com os materiais, com o espaço, com as linguagens e com a vida.
Em recente pesquisa realizada em Chicago, pela “Arts Education Partnership – Critical Links” mostra que o ensino de qualidade nas artes estimula e dá lastro ao aprendizado de outras matérias, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade social. 
Portanto a educação no EJA precisa seguir a seguinte frase de Paulo Freire: “Escola é o lugar onde se fazem amigos. Escola é, sobretudo, gente, que trabalha, que se alegra, se conhece, se estima.”


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Webgrafia:

acesso em abr/27/11

PDF Proposta Curricular  de Patos de Minas – Secretaria Municipal de Educação.
acesso em abr/27/11

acesso em abr/26/11